Lady Susan para ler online February 4th, 2010

Atendendo a um pedido da Letícia, estou colocando aqui o texto de Lady Susan, romance que Jane Austen escreveu na forma de cartas que são trocadas entre a personagem principal, seus amigos e família. É um livro curto, no entanto, consegui apenas a versão em espanhol.

Trata-se de uma obra pouco conhecida da autora, provavelmente concluída entre 1793-4, quando Jane ainda era uma adolescente. A Lady Susan do título é uma mulher que ficou viúva há pouco tempo. Esperta, ela manipula as pessoas à sua volta para conseguir um novo casamento vantajoso para si, e uma união apropriada também para sua tímida filha:

Austen, Jane – Lady Susan

Leitura online: A Abadia de Northanger, de Jane Austen January 12th, 2010

Em A Abadia de Northanger, Jane Austen conta a história de Catherine Morland, uma jovem ingênua e sonhadora, ávida por livros de terror e suspense. O problema é que Catherine tem a tendência de achar que as histórias da ficção podem acontecer na vida real… Assim, quando é convidada pelos amigos Henry e Eleanor Tilney para visitar a casa do seu pai, a Abadia de Northanger, Catherine começa a imaginar terríveis crimes cometidos pelo General Tilney. E arrisca perder a afeição de Henry.

Leia o livro online:

A Abadia de Northanger

Cinema: bate papo ao vivo sobre o Globo de Ouro January 12th, 2010

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O Globo de Ouro desse ano vai estar quente! Filmes como Avatar, de James Cameron, Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino têm indicações para a disputa que antecede ao Oscar. Pois o site Cinedica vai agitar um bate papo online no dia 17 de janeiro em função da cerimônia. Segundo a equipe do site, “dia 17 vai ser especial pois a cerimônia será mostrada ao vivo via canal TNT, e não existe um lugar onde quem curte essa premiação possa debater via mensagens os acontecimentos ao vivo”.

Você pode saber mais em: http://www.cinedica.com.br/filmes/cinefest.php. O red carpet começa às 22:00 horas e a transmissão ao vivo às 23:00 horas.

Na corrida pelo prêmio de Melhor Ator de Drama está Colin Firth por A Single Man (saiba mais aqui sobre esse novo papel do eterno Mr. Darcy da minissérie da BBC). Carey Mulligan, a Kitty de Orgulho e Preconceito (2005), disputa o Globo de Ouro como Melhor Atriz de Drama por An Education. Boa sorte para eles!

Leitura online: Emma, de Jane Austen January 10th, 2010

Aqui você pode ler o romance inteiro sem precisar fazer download. Emma, de Jane Austen, é uma história que já esteve várias vezes nas telas. Entre elas há duas versões famosas da década de 90, uma com Gwyneth Paltrow no papel título, e a outra, chamada Clueless, adaptada para os tempos atuais com Alicia Silverstone no papel principal.

Jane Austen – Emma

Orgulho & Preconceito: comparação entre as versões 1940, 1995 e 2005 January 8th, 2010

Muito legais esses vídeos feitos pelo usuário E5D7S do youtube. São montagens que mostram as mesmas cenas das versões de 1940, de 1995 e de 2005 de Orgulho e Preconceito. As diferenças entre elas são grandes e, muitas vezes, bem divertidas. Enquanto o filme dos anos 40 parece exagerado e melodramático, a minissérie dos anos 90 é toda polida e contida (com excessão da voz da sra. Bennet), e contrasta bastante com a de 2005 que buscou um comportamento mais “expontâneo” dos personagens – aos moldes do século XXI, é claro.

Selecionei algumas das montagens para que você mesmo possa fazer a comparação. Na primeira, uma oportunidade de conhecer as diferentes caracterizações dos personagens principais. No baile, o comportamento da família Bennet é embaraçoso: a sra. Bennet contando vantagens sobre os possíveis maridos ricos das filhas, Mary dando seu show desafinado, Kitty e Lydia bebendo demais, o sr. Collins e seus mais pedantes elogios, e Lizzy sendo vítima, sem poder se defender, da ironia da srta. Bingley.

Nesse outro vídeo, os momentos após a proposta de casamento do sr. Collins. O diálogo é bastante fiel nas três versões, mas repare como a mudança na caracterização do sr. Bennet e do cenário na versão de 2005 dá ares bem diferentes para essa cena:

Esta outra cena mostra o momento em que Jane recebe a notícia de que o sr. Bingley se foi para Londres, de uma hora para outra. Aqui, o que muda é a dramaticidade: o filme de 40 enfeita a história, com a sra Bennet violando a correspondência da filha e uma reação exagerada de Jane; a minissérie de 1995 é contida e ilustrativa; a versão 2005 transforma o ocorrido em oportunidade para exibir mais as personalidades de Jane e Lizzy.

Valores atuais impregnam adaptações de Jane Austen January 7th, 2010

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Emma 2009: a atriz Romola Garai

Na versão da novela Emma feita pela BBC em 2009, o esforço dos roteiristas para adaptar a história original ao gosto das audiências modernas “limou” personagens considerados pedantes demais para a atualidade. E também acrescentou alguma sensualidade à trama. Conforme Kate Harwood, diretora da BBC serials, uma das principais atrações da série é a “química” entre os intérpretes do casal principal, os atores Romola Garai (Emma) e Jonny Lee Miller (Mr. Knightley). “Nós não queremos aqueles empoados personagens de época. (…) Talvez estejamos em um período onde somos um pouco mais relaxados com Austen. Estamos tirando-a das prateleiras de livros e fazendo-a parecer mais parte da nossa vida de novo.”

Emma é uma das heroínas mais complexas de Austen, que a descreveu como um personagem de quem “ninguém além de mim mesma vai gostar muito”. Ela foi retratada na tela várias vezes, como a de 1996 para o cinema, com Gwyneth Paltrow. Romola, a Emma atual, comentou as adaptações que deixaram a novela mais “palatável”: “Jane Austen disse que Emma era alguém de quem ela gostaria, mas que ninguém jamais iria querer ser amigo dela. Tentei fazê-la, apesar de suas muitas falhas, alguém de quem você gostaria de ser amigo”.


Promo da versão 2009 de Emma

É claro que alguns não apreciaram a idéia. Judith Hawley, professora da University of London, escreveu um artigo com críticas para o The Daily Telegraph. “Se você moderniza demais (…) então alguns comportamentos e a trama não vão fazer sentido”, diz. Conheça o ponto de vista da professora, que também cita outras adaptações de Jane Austen:

Os valores dos romances de Jane Austen são tão importantes quanto seus personagens

 

Jane Austen prima por explorar nuances implícitas em frases precisas, e por tomar pequenos momentos da vida e expandir sua importância.

 

Se você ignora os detalhes, você fere o delicado equilíbrio moral e emocional que ela consegue em sua prosa.

 

Eu não quero começar dizendo que você tem que tratar de Jane Austen como uma peça de museu. Os romances de Austen são adaptáveis – as tramas são robustas – e você pode alterá-los, mas é importante encontrar o equilíbrio e pensar sobre o que se perde quando você adiciona novos materiais.

 

Também não é o caso dos personagens de Jane Austen serem pedantes ou datados. Caracteres menores, como o hipocondríaco Sr. Woodhouse, a alpinista social Mrs. Elton e a falante senhorita Bates são tão vívidos e atuais hoje como eram quando Austen os visualizou. Suas heroínas talvez apresentem desafios maiores, porque eles são menos histriônicas e espontâneas.

 

Em Razão e Sensibilidade, o público moderno teve dificuldade em entender o respeito de Austen pela contenção emocional da personagem Elinor, interpretada por Emma Thompson, e a simpatia foi em grande parte para a personagem de Kate Winslet, Marianne.

 

É pouco provável que as jovens de hoje em dia compartilhem as aspirações de uma heroína da Regência. Apesar de histórias de Jane Austen serem eternas, alguns dos valores são muito diferentes dos de hoje e é uma boa idéia refletir sobre essas diferenças.

 

As heroínas dela estão preocupadas com dinheiro, mas não com gratificação instantânea; elas tem mentes independentes, mas funcionam com códigos de polidez, gentileza e deferência que são largamente estranhos à sensibilidade moderna. Se você ignorar as relações sociais que dizem respeito à época de Austen, então alguns comportamentos [dos personagens] e a trama não vão fazer sentido.

 

Representar meninas em vestidos de musselina que, mentalmente, estão usando leggings, arrisca distorcer e tornar a novela irreconhecível.

 

Os produtores parecem acreditar que a paixão é boa e tem apelo para o público moderno, enquanto contenção emocional é uma distorção dos impulsos naturais e, portanto, ruim. Talvez isso é o que esteja por trás da nova adaptação da BBC. Soa como se estivessem criando um tipo estranho de híbrido: Austen cruzado com as Brontes ou Bridget Jones em touca de época.

 

Em alguns aspectos, o objetivo de tornar Emma viva e legível é louvável, mas você tem que trabalhar o quanto pode mudar Austen para que ela ainda seja Austen. Não tenho nada contra adaptarem Austen, e a BBC fez uma magnífica adaptação de Persuasão alguns anos atrás, porque eles respeitaram o tom e a sensibilidade do romance original.

 

Uma das tendências atuais é ser inteiramente fiel em termos de figurino e cenários – o drama de época como ramo da indústria da herança. Mas isso é um tipo de pornografia visual se simplesmente se preocupar com a aparência e desprezar o diálogo, os sentimentos e valores da época. Eles são tão importantes, se não mais, do que os trajes.

 

 

Leitura online: Persuasão, de Jane Austen January 7th, 2010

Aqui está a oportunidade de ler online uma das obras de Jane Austen mais identificadas com a própria autora. Persuasão com a história de Anne Elliot, que conhece o amor da sua vida aos 19 anos: o capitão Frederick Wentworth, um pobre mas ambicioso oficial da marinha. Por causa disso, a família de Anne não concorda com essa relação e uma amiga a convence a desistir do romance.

Anos mais tarde Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua vizinha, Louisa Musgrove. Enquanto o Capitão Wentworth tornou-se um homem rico, o pai de Anne está em circunstâncias difíceis devido a uma série de extravagâncias. Esse romance é considerado um elogio ao homem de iniciativa, através do personagem de Wentworth. Ele parte de uma origem humilde e alcança influência e status por seus méritos e não através de herança, como era usual no tempo de Austen.

Agora, o livro na íntegra, em edição portuguesa:

Jane Austen – Persuasão

A morte de Austen: continua a controvérsia January 6th, 2010

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Até pouco tempo atrás, a maioria dos estudiosos considerava a Doença de Addison como a causa mais provável da morte de Jane Austen. Uma nova teoria, defendida pela representante do Grupo de Auto-Ajuda da Doença de Addison, Katherine White, diz que a autora não tinha os sintomas clássicos dessa doença. Ela defende que a verdadeira causa da morte foi tuberculose, provavelmente contraída ao beber leite não pasteurizado. Agora, um médico e escritor inglês, Dr. Andrew Norman, apresenta mais uma opção: a de que, de fato, Jane tenha morrido de tuberculose, mas adquirida de outra forma. O que, à propósito, provocou… Doença de Addison.

O Dr. Norman é autor de Jane Austen: An Unrequited Love. Ele expôs sua teoria no The Daily Telegraph, defendendo que a autora inglesa tenha contraído tuberculose em 1815 quando cuidou de seu irmão Henry, que estava com essa doença. E que uma coisa levou à outra. “Addison, no século 19, era invariavelmente causada por glândulas supra-renais infectadas com tuberculose. Isto, juntamente com a descrição de Austen de sua febre crônica, me alertou para a possibilidade de que Jane tivesse essa doença também.” Norman diz que o mal de Addison “não estava ainda em um estágio avançado mas sabemos pela sua cor de pele, que ela descreveu em uma carta escrita para sua parenta Fanny Knight em março 1817 (quatro meses antes de sua morte), que ela o tinha”.

O médico cita um estudo de 1911, que correlaciona a doença de Addison à tuberculose da coluna vertebral. “Se este fosse o caso, e Austen tivesse tuberculose da coluna, então é de esperar que ela se queixasse de dores nas costas – o que, em suas cartas, ela fez”.

“O Dr. Thomas Addison resumiu as principais características da doença que leva seu nome como: anemia, languidez e debilidade geral, fraqueza notável da ação do coração, irritabilidade do estômago e uma peculiar alteração da cor da pele. Jane descreveu todos estes sintomas em si mesma, e por isso o fato de que ela estava sofrendo de doença de Addison está além de qualquer dúvida razoável”, diz o doutor. No entanto, ele não discorda inteiramente de White. “Quanto ao que matou diretamente Jane … a tuberculose é a principal candidata”, conclui.

Veja aqui mais informações sobre a morte de Jane Austen.

 

 

Orgulho e Preconceito – leitura online January 3rd, 2010

Para quem quiser ler o clássico de Jane Austen sem precisar baixar o arquivo, o Scribd disponibiliza o texto na íntegra, em edição portuguesa com tradução de Maria Francisca Ferreira de Lima. Bom  proveito!

Jane Austen – Orgulho e Preconceito

Pride and Prejudice & Zombies terá uma continuação January 2nd, 2010

O sucesso abre caminho para sequências. Quirk Books, a editora por trás de Orgulho e Preconceito e Zumbis, de Jane Austen e Seth Grahame-Smith, está preparando o lançamento de Orgulho e Preconceito e Zumbis: Dawn of the Dreadfuls.

Steve Hockensmith (Holmes on the Range), assume as funções de co-autor, trazendo zumbís de volta à Inglaterra do século 19 de Austen. Nesta edição, assistimos Elizabeth Bennet evoluir de uma adolescente ingênua para uma “matadora selvagem de mortos-vivos”.

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O conceito de Orgulho e Preconceito e Zumbis – que expande hilariosamente o material fonte de Austen – se tornou um hit na cena literária, gerando imitadores e inspirando Hollywood a fazer um filme estrelado por Natalie Portman como Bennet.

Pride and Prejudice and Zombies: Dawn of the Dreadfuls será lançado em março.

Fonte: STYD

 

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